sexta-feira, 29 de julho de 2016

Olimpíadas 2016: Festa para Quem?

Críticas Olimpíadas 2016

Não é à toa que para 63% dos brasileiros as Olimpíadas trarão mais prejuízos que benefícios. É só dar uma volta pelo Rio de Janeiro e pelo país para perceber o óbvio: estes são os jogos olímpicos da exclusão, da desigualdade social, da violência e da corrupção.

A farsa do legado olímpico
O suposto legado olímpico é uma tragédia. Foram realizadas várias obras, como o BRT, o VLT e as instalações esportivas. Na inauguração, várias apresentaram problemas. Sem contar a ciclovia que caiu.
O BRT não resolveu o problema do trânsito que segue caótico. O preço da tarifa é altíssimo, e a promessa de ar-condicionado em toda a frota não passou de promessa. As obras do metrô na Linha 4 custam muito mais do que o anunciado. Isso num sistema metroviário tosco, pois é em linha e não em rede como recomendam todos os especialistas do mundo. A tão sonhada despoluição da Baía de Guanabara nunca saiu do papel.
Prometeram todas as maravilhas do mundo, mas só vimos obras superfaturadas, contratos fraudulentos, desvio de verbas e por aí vai. Não são obras que privilegiam as necessidades dos trabalhadores, mas os interesses de poucos.
O maior escândalo de corrupção da história do país tem em seu centro o setor da construção civil e políticos do PT, PMDB, PSDB, PP entre outros. Inclusive obras da Copa do Mundo já são apontadas em outros esquemas das empreiteiras. Com as Olimpíadas, não é diferente.

Jogos da repressão e da violência policial
Como se não bastasse, assistimos ainda à falência total do atual modelo de segurança pública baseado na militarização das comunidades e na brutal violência policial. Hoje, no Rio de Janeiro, ocorre um genocídio da população pobre e negra. Há uma verdadeira pena de morte informal nas favelas cariocas praticada ora pela polícia, ora pelo tráfico ou pelas milícias.
Longe de diminuir os crimes, a política de repressão, criminalização da pobreza e violência policial só aumenta todos os índices da criminalidade.
 
De quem é a responsabilidade?
Cabral, Pezão, Dornelles e Paes, com ajuda de Temer e, antes, de Dilma, são os responsáveis por essa situação. A subserviência dos governos ao Comitê Olímpico Internacional (COI) é um absurdo. O COI e as empresas multinacionais associadas a ele vão lucrar muito com os jogos à custa do povo brasileiro. Esses megaeventos são um mecanismo de transferência de recursos públicos para as instituições internacionais e grandes empresas.
O cenário de beleza e riqueza contrasta com a dura realidade dos trabalhadores e da população mais pobre. A única ação que os governos foram capazes de ter foi a construção de muros como o que esconde a favela da Maré, caminho para o aeroporto internacional.
Além disso, aprovaram leis reacionárias, como a Lei Antiterrorismo e a Lei Geral das Olimpíadas. Essas leis dão um salto na possibilidade de repressão às manifestações em curso no país. A Lei Geral das Olimpíadas, inclusive, fere o direito de ir e vir, a liberdade de expressão, cede exclusividade para o COI utilizar determinados espaços e coloca todo tipo de facilidades para os negócios dos patrocinadores dos jogos. Essas leis foram aprovadas por Dilma com todo o apoio de Temer.

Para os trabalhadores não tem dinheiro
Enquanto faltam 15 dias para os jogos, servidores estaduais, profissionais da educação, da saúde e trabalhadores terceirizados não sabem quando nem como vão receber seus salários. Desde o ano passado, há uma série de parcelamentos, adiamentos no pagamento e até calote como o ocorrido com os trabalhadores terceirizados da UERJ.
Nesse cenário, o governador em exercício, Francisco Dornelles, anunciou estado de calamidade financeira no Rio. Você acha que é por causa das demissões, falta de salários ou algo do tipo? Não. Ele fez isso preocupado com a grana que tinha de ir para as Olimpíadas. Assim, Temer autorizou mais R$ 3 bilhões para terminar as obras correndo. Ao mesmo tempo em que isso ocorre, o governo estadual propõe uma medida na Assembleia Legislativa para demitir servidores públicos.
 
Greve geral para derrubar Temer, Dornelles e o ajuste
É um fato que as Olimpíadas agravam a crise econômica que já vivemos e deixa os trabalhadores em péssimas condições de viver na cidade. Junto com todos os problemas listados, ainda há o aumento do custo de vida na cidade. Para enfrentar toda essa situação, é preciso unificar as lutas. As centrais sindicais devem convocar uma greve geral no estado para enfrentar os governos que só representam os ricos e poderosos.

Texto por: Júlio Anselmo, do Rio de Janeiro (RJ)
 
Publicado no Opinião Socialista nº 521

Olimpíadas 2016

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Aparelho Android, Máquina de Fazer Compras

ANDROID NÃO FAZ ROOT


Quando, em 2014, eu adquiri um belo e atraente tablet Android, não imaginava a situação de subalterna que ficaria.

Vamos explicar melhor.

Sou usuária de software livre desde 2009. Já usei muitos sistemas de computadores que não eram Windows, isto é, que não eram softwares proprietários.

software livre


Usei Kurimin (o meu primeiro sistema livre e inesquecível de bom), Ubuntu, Xubuntu, Lubuntu, Debian, Bodhi, Slackware, enfim, muitos, muitos.

O usuário do software livre, mesmo não sendo um programador de computadores, tem muito domínio sobre o que acontece na sua máquina. Tem liberdade inclusive de substituir o sistema por outro de seu interesse.

O sistema GNU-Linux, sistema de software livre, estimula seus usuários a aprender o que acontece no seu computador, deixando definirem o que o computador fará: ao que e a quem irá servir. Definindo, o seu propósito.

A proposta do aparelho Android é só uma: estímulo à compras. É definida por sua empresa, Google. O aparelho é basicamente um catálogo de compras digital. Em pensar, que paguei por isso... é como comprar os catálogos de supermercado.

Quase que 99% dos aplicativos fazem propagadas.

android


Mesmo que seus usuários não comprem nenhum dos apps pagos, usem somente os gratuitos, ainda assim, estarão sendo bombardeado com anúncios personalizados, a todo momento, de acordo com a região onde mora no planeta.

Essas propagandas constantes influenciam. O desejo por compras será sempre cultivado no Android. É difícil manter uma mente equilibrada com tanto assédio.

O sistema livre para computador, GNU-Linux, dá liberdade a seus usuários a não permitir anúncios em seu computador. Novamente, quem define para que serve a máquina é o usuário.

aparelho android root
Definição do site Diolinux

Um aparelho Android não é assim. Android é um open source. Não é um software livre, não respeita as 4 liberdades.

Um aparelho Android, aparelho Google, não permite que seus usuários substituam o sistema por outro. Não se limita a apenas programas, o aparelho em si somente funciona com Android.

No sistema Android, se for possível substituí-lo por outro sistema, apenas um programador de computadores poderá executar essa tarefa.

O usuário no Android não tem acesso ao root, exceto se for um hacker dos bons! 

Outro aspecto importante, um tablet Android não é um computador.

Em um computador, pode ser instalado o sistema que quiser.

A minha experiência com Android, software open source, conseguiu ser muito mais limitada e negativa do que com o Windows, software proprietário. Imaginava que pelo fato do Android ser um open source, algo próximo ao software livre, daria mais liberdade ao usuário do que o Windows.

Nos PCs que tinham Windows, sempre pude instalar outros sistemas. Pude sempre instalar softwares livres.

Acostumada a dominar a minha máquina, senti sufocada, obrigada a me submeter ao propósito do sistema Android.

O aparelho Android não pertence a quem o comprou, mas ao Google. É um aparelho Google que só roda os seus apps.

O Windows só é proprietário dos programas (softwares proprietários), não age como o proprietário da máquina.

O Windows apenas aluga o seus programas. O Android aluga os programas (apps) e o próprio aparelho. 

Agora, para que gastar com isso, se existe uma enorme comunidade internacional que desenvolve, diariamente, softwares livres?

O meu celular não é Android e faço questão de me manter fora dessa imposição de mercado tecnológico, onde o Google não quer ceder espaço a mais nenhuma outra empresa tecnológica. Fingindo ser a única competente para tal finalidade.

***

Particularmente, recuso anúncios de todos os tipos no meu computador. No navegador firefox, uso o complemento Adblock Plus, que bloqueia anúncios nas páginas da internet.

Quando adquiri o tablet android, passei por muita dor de cabeça, porque a minha maneira de usar um computador e seus programas segue um sentido contrário aos dos aparelhos Google.

Pensei que poderia ser o superusuário (root) do aparelho Google. Todas as tentativas que me esforcei para ter acesso root fracassaram.

No Android, o usuário é restringido e entretido para fluir no proprósito do mercado Google.

Entretanto, não quero seguir o propósito de ninguém. Eu determino o meu próprio propósito e mudo-o se quiser. (Dá licença?!).

No linux, mesmo se estiver rodando do CD de instalação, ou seja, mesmo que o sistema não esteja instalado no PC, facilmente o usuário pode ativar a condição de superusuário, definindo o que desejar e precisar em sua máquina.
linux root
O pinguim é o símbolo do Linux, sistema livre

Alguns usuários do Android dirão que é possível, sim, fazer root, usando aplicativos como KingRoot.

Mas esses aplicativos que prometem fazer root, vários não são universais, não funcionam em todos os aparelhos. Quando funcionam, é um fake root. Na verdade, não fazem root, apenas ganha-se alguma "permissão" de instalar alguns aplicativos especiais que Android não reconhece.

No fake root, no máximo, poderá "simular" um GNU-linux dentro do Android.

Porém, não se pode ser livre dentro de um open source, pois este não respeita as 4 liberdades.

android fazer root
Não é possível fazer Root no Android, open source


Então, a minha experiência com o Android foi um choque, praticamente. Pensei que conhecia o suficiente a respeito de open source e aparelhos Androids, mas estava muito enganada. Descobri tardiamente. Não esperava que seria um catálogo digital que pode acessar a internet, infestada de anúncios irritantes. Principalmente, desconhecia o fato de que o usuário não pode fazer root, exceto se for um hacker (e olhe lá, heim). 

Desde que estou com esse tablet, ou seja, há dois anos, não me serviu de nada.

O acesso a internet, a própria internet em si, não pode ser reduzida a um mero e banal canal de compras.

Conte como é a sua experiência com Android. Você gosta? Está lhe ajudando?

Brasil: Retrocedendo a Escravidão

ATAQUE AOS DIREITOS TRABALHISTAS

SOS EMPREGO - Movimento dos Trabalhadores terceirizados, Rio de Janeiro, demitidos sem receber salário de meses.



"Essa é a palavra de um trabalhador que não tem mais nada a perder porque já nos roubaram tudo: nosso salário, nossa condição de sustentar nossas famílias, só não nos roubaram nossa dignidade, porque isso carregamos com a gente". A fala marcada pela indignação e ao mesmo tempo uma impressionante disposição de luta do soldador Bruno Oliveira, 32, mostra bem um processo que vem ocorrendo no Rio de Janeiro desde 2015 e que cresce a cada dia.

O movimento SOS Emprego começou a partir da mobilização de operários das terceirizadas do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) demitidos sem receber salários ou qualquer direito. "Quando fechamos a ponte Rio-Niteroi em fevereiro de 2015, reivindicando que a Alusa pagasse nossos salários, vimos a necessidade de nos juntarmos para lutar por nossos direitos", explica ao Opinião Socialista o também soldador Alexandre Lopes, 40. Ele se refere à mobilização que parou a ponte e foi notícia nacional no ano passado.

O movimento, cujo nome “SOS” é inspirado no movimento grevista dos bombeiros do Rio em 2012, foi se organizando e se espalhou para outras categorias. Hoje, reúne centenas de operários demitidos do Comperj, dos estaleiros fechados recentemente no estado, operários da Reduc, pescadores, de cidades como Duque de Caxias, Volta Redonda, Itaboraí, Niterói, além da capital.

As reuniões realizadas nos bairros costumam aglutinar dezenas de trabalhadores. "A princípio nossa luta era contra o calote, mas fomos vendo a necessidade de lutar também por emprego, por direitos, contra as injustiças, contra o próprio governo e o Ministério do Trabalho que só ajuda o patrão", conta Lopes.

Operários do Comperj fecham a ponte Rio-Niteroi em fevereiro de 2015


“Se não lutarmos, viramos escravos”

"Os ataques vinham de todos os lados, a gente via o trabalhador passar fome, muitos colegas doentes, caindo de depressão", relata o encanador industrial Antônio Pedro, de 61 anos, desempregado há 1 ano e oito meses. "A gente achou então que tinha que construir um instrumento de luta, que é o SOS Emprego", explica. "Aqui no Brasil, se a gente não lutar, vai voltar a escravidão, mas a escravidão legalizada, aquela que você trabalha, mas não recebe".

Longe de ser um exagero, o termo escravidão resume bem a situação de milhares de trabalhadores submetidos a condições subumanas e mandados para a rua de uma hora para outra com meses de salário atrasado. E quando se trata de uma trabalhadora, a situação é ainda pior. "Somos nós, mulheres, as mais prejudicadas", afirma Núbia Lemos, 39, ex-trabalhadora terceirizada dos estaleiros Brasa e Mauá, que se define como "mãe e pai" dentro de casa.

Cipeira do estaleiro Brasa, Núbia foi expulsa duas vezes. A primeira, quando reclamou das condições de trabalho. Conseguiu voltar, mas foi expulsa uma segunda vez quando uma colega de trabalho desmaiou ao seu lado por falta de ventilação na cozinha. Conseguiu emprego no estaleiro Mauá, mas também foi demitida sem nenhum direito. "Não tinha ventilação, tínhamos que descer o lixo por quatro andares porque não podia usar o elevador", relata. Com o nome na "lista de exclusão" das empresas, não consegue mais trabalho.

O dia 6 de julho no Rio

Para além da luta contra o calote e por trabalho, o SOS Emprego vem cumprindo um importante papel de unir as diversas categorias em luta no Rio. Exemplo disso ocorreu no último dia 6. "Fomos nas assembleias das categorias, conversamos com os professores do Sepe, porque a nossa luta é de todo mundo", afirma Bruno. "Precisamos é construir uma greve geral, e ampliar esse movimento para todo o país", opina Núbia.

No dia 6 de julho, o movimento encabeçou um dia de mobilizações e paralisação no estado que reuniu diversas categorias. "Tinha gente que chegou pra mim e disse: eu me lembro de vocês lá atrás com o carro de som protestando, e agora estou na mesma situação!", conta Alexandre. "Nosso movimento está abrindo os olhos da classe operária", diz.

A pauta do SOS Emprego hoje vai da retomada das obras no Rio, contra os calotes, a lista de exclusão da Petrobrás, até os altos salários dos parlamentares. “Dizem que não tem dinheiro para pagar os servidores no Rio, mas ninguém fala que não tem dinheiro para pagar os salários dos deputados”, reclama o assessor do Sindipetro-RJ, Moreno, que acompanha o movimento desde o início. Os operários também fazem questão de afirmar a disposição de nacionalizar essa luta. “Não é o problema do Rio, o desemprego, a fome, a injustiça, é do Brasil”, denuncia Alexandre.
Já existe um calendário de luta nas Olimpíadas que prevê manifestação e o corte de estradas.

Exemplo
O movimento reúne operários de várias regiões e categorias, mas com um ponto em comum: a certeza de que a união da classe trabalhadora, a auto-organização e a luta são o único caminho para resolver essa situação. Isso que garante a disposição de luta de pais e mães de família obrigados a sobrevivem de cestas básicas e doações de sindicatos, alguns há mais de um ano.
"Quando eu vou para a luta, não sou eu sozinho, é minha família toda comigo, a nossa força é maior que um leão e um urso juntos", exemplifica Bruno.
Publicado no Opinião Socialista nº 521

Autor do artigo: Diego Cruz

http://www.pstu.org.br/node/22128



quarta-feira, 6 de julho de 2016

Poema - Miastenia Gravis

poema



O poema foi escrito por Regiane Silva. Ela escreve o blog miastenia e bordados


Eh um poema muito bonito. Alem de fazer um resumo dos sintomas da miastenia, aponta as emocoes que a miastenia nos traz.

Eu descobri que a poesia tambem eh anti-miastenica.



regiane silva




TER MIASTENIA É...

Ter Miastenia é estar preso no próprio corpo
Mas livre no coração
Ter os movimentos restritos
Aprender a se guiar pela emoção
Às vezes da vontade de exteriorizar a angustia em grito
Essa inércia que prende o corpo a alma
O obriga a ficar parado, lento, quieto...
A palavra se cala
E mesmo querendo quebrar a quietude
Os lábios se fecham numa falsa calma
É saber não ser mudo
Mas ter tolhida a palavra
Os olhos querem vislumbrar o mundo
Por baixo de pálpebras já tão cansadas
Parece eterno cada segundo
Que tentamos ver o rosto d’uma pessoa amada
Às vezes o abraço fica difícil
As pernas não nos levam pra dançar
O corpo todo fica impreciso
Da vontade de chorar
Parece que nunca mais vamos sair disso
O abraço se perde...
A palavra se cala...
A comida já não desce...
A boca recusa a fala...
As pernas não obedecem...
Parece que o corpo todo esmoesse, amolece, padece...

Mas temos o tempo a nosso favor
Temos tempo pra pensar
Aproveitamos cada momento
Pra cultivar o amar
Pra saborear o minuto
Observar a vida passar
Sem deixar q ela nos leve
Não perder a oportunidade de gargalhar
De sorrir, de viver
De sentir uma lágrima rolar....
Ter certeza que não estamos aqui para perder!
E a Miastenia nos ensina a ganhar
Estabelecendo o limite do corpo
Respeitando nossa vontade
Conquistar o que queremos pouco a pouco
Com calma e passividade
Aproveitar cada minuto da vida
Pois hoje sei q Deus me marcou
Pra não me perder de vista



terça-feira, 5 de julho de 2016

Comprinhas em Brecho - Meu Desfile

Minhas comprinhas de Brecho!

Mostro parte do que tenho acumulado nos ultimos anos =p



Preço das roupas de brechó:

  • Calça jeans - 8 reais - 2016.
  • Blusinha rosa choque - 1 real - 2016
  • Bolsa Mochila Cinza - 10 reais + 5 reais para pequeno conserto.
  • As blusinhas e camisetas - 4 reais mais ou menos cada uma - 2016.
  • Casaquinhos - de 8 a 10 reais cada um - comprei em 2014.
  • Blusa de oncinha - 10 reais, comprei faz anos.